Por que a LGPD importa para a igreja
A igreja guarda nome, endereço, telefone, documento, família, fotos, contribuições e, principalmente, a religião das pessoas, que a lei trata como dado pessoal sensível. Um vazamento ou o uso indevido desse cadastro pode causar dano real ao membro e responsabilidade para a instituição.
Os pontos principais, na prática
- Colete só o necessário. Se a igreja não usa o dado, não peça. As regras de cadastro por idade ajudam a não exigir, por exemplo, CPF de criança.
- Explique para que serve. Tenha uma política de privacidade clara no site e no cadastro, dizendo o que é coletado, por quê e por quanto tempo.
- Consentimento para o que não é essencial, como fotos de eventos e mensagens de divulgação. Registre o aceite.
- Crianças e adolescentes exigem consentimento específico de um responsável.
- Direitos do titular: a pessoa pode pedir acesso, correção e exclusão dos próprios dados, e retirar um consentimento. Tenha um canal e um responsável para responder.
- Segurança: senha individual, acesso por função, verificação em duas etapas, backup e registro de quem acessou.
- Pare de circular planilha. Lista de membros em grupo de mensagens ou em e-mail é a principal causa de vazamento.
Fotos e vídeos de cultos
Imagens em que a pessoa é identificável são dado pessoal. Avise nos cultos e eventos que serão feitos registros, publique álbuns com link e prazo de validade em vez de deixar tudo aberto e atenda a quem pedir a remoção. No ChurchCore, os álbuns têm link com expiração e podem ser restritos a pessoas específicas.
Como o ChurchCore ajuda
- Acesso por permissão: cada função vê só o que precisa.
- Verificação em duas etapas e biometria.
- Registro de auditoria de quem fez o quê.
- Exportação dos dados de uma pessoa e exclusão do cadastro, para atender o direito do titular.
- Backup diário com cópia externa.
Veja mais em Segurança e LGPD.
Aviso importante
Este guia é informativo e não é aconselhamento jurídico. Para adequar a sua igreja com segurança, consulte um advogado especializado em proteção de dados.
Perguntas frequentes
A LGPD vale para igrejas?
Sim. Qualquer organização que trate dados pessoais precisa cumprir a lei, e dados que revelam religião são considerados sensíveis.
A igreja precisa de um encarregado (DPO)?
A lei prevê a figura do encarregado. A obrigatoriedade e o modelo dependem do porte e do tratamento; consulte um advogado. Na prática, é bom ter alguém responsável por responder aos pedidos dos titulares.